sexta-feira, 20 de março de 2009

Caraíva – 22 a 25/01/2009


Principal rua da vila de Caraíva

Crianças da tribo Pataxó vendendo artesanato indígena na Barra, em Caraíva

Encontro do rio Caraíva com o mar

Futebol entre o mar e a praia

Travessia pelo rio Caraíva

Dona Rita e Seu Cosme: hospedagem e muitas histórias em Caraíva

Com o Puca no Bar do Porto (ou pizzaria do francês)

Chegamos a tão sonhada Bahia e nosso primeiro destino nesse estado foi incrível. Três dias sem ver nem ouvir qualquer tipo de automóvel já seria suficiente para a gente relaxar e aproveitar o lugar, mas Caraíva oferece muito mais que isso. As duas horas de estrada de terra esburacada e a travessia do rio com as malas foram mais do que recompensadas pelo encanto desse vilarejo com pouco mais de 500 habitantes, localizado no encontro do rio Caraíva com o mar, contanto com ruas de areia, nativos gente boa e um estilo de vida muito saudável e rico nas relações humanas. Nós alugamos uma casinha de quarto e banheiro no quintal da casa do Seu Cosme e da Dona Rita, que nasceram na vila há mais de 70 anos. A casa é mais bem localizada que qualquer pousada, situada na rua principal, que beira o rio. Nesses três dias andamos de caiaque, curtimos praia de rio e praia de mar, conversamos com diversos nativos, assistimos ao batismo da capoeira do povo da vila, fomos ao forró e curtimos um chorinho no Bar do Porto, em frente ao rio. Além disso, encontramos inesperadamente com o Puca (amigo da Lili de Dublin) e o Pezão. O mais difícil foi ir embora de um lugar tão especial.

After driving more than 1,000 km we finally reached Bahia State, where we aim to stay most of the time during our journey. Bahia is larger than Spain and its coastline is one of the best and most well known in Brazil for its infinite coconut beaches, dramatic cliffs and historical fisherman’s villages. Caraiva, our first stop in Bahia, is a small and enchanting fisherman’s village located on a peninsula where cars are not allowed and access is through 40 km of tough dirt road and 10 minutes of canoe. Three days without seeing or hearing any type of cars or other motor vehicles have compensated every minute of our trip to get there. We rented a bungalow on the backyard of a cute native couple on theirs 70’s, Dna Rita e Seu Cosme, and from them we heard many stories from the past years of this village. Our 3 days stay was almost not enough for everything we decided to do there: riding kayak in the river to see the mangroves, swimming and bathing both on the beach and in the river, watching the natives being baptised in capoeira, listening live chorinho and dancing forro at night. We also met unexpectedly Puca, Lili’s friend who used to live in Dublin, and is now spending holidays in Brazil. It was difficult to leave such a special place.

Bizarrice do Dia:

- 24/01/2009: tem vezes que sentimos que somos turistas despreparados. A Lili com suas havaianas e eu com minha papete julgávamos estar bem preparados para enfrentar as ruas de areia quente e o sol causticante da vila de Caraíva. O que não esperávamos era que a areia fosse tão fofa a ponto de nossos pés se enterrarem à medida que caminhávamos e nossos chinelos não darem conta da quentura que a gente sentia. Parecia que iam formando queimaduras em nossos pés e pernas que aos poucos escalavam de grau em grau até ficar quase insuportável. Tivemos que caminhar de sombra em sombra (sendo que quase não existiam árvores nas ruas de areia) até chegar à praia pelo caminho mais longo e esfriar nossos pés no mar.

- 24/01/2009: esta bizarrice é para os que me acusaram de só escrever fatos bizarros sobre a Lili. Depois de 10 dias de viagem eu tomei meu primeiro tombo. Andando na praia de Caraíva, ao olhar para o lado onde estava uma mulher bastante exótica, acabei tropeçando em um galho e caindo no meio de um campinho de futebol improvisado na areia, interrompendo inesperadamente o jogo da molecada, que só voltou a peleja depois que eu me levantei e segui minha caminhada. Ainda não consegui classificar a cena em hilária ou patética, acho que as duas na mesma proporção.

- 24/01/2009: o caminho mais curto entre dois pontos é uma reta. A teoria nós sabemos desde o primário, mas colocar isso em prática ao remar rio a cima um caiaque de dois lugares não foi tão fácil assim. Acho que o primeiro trajeto, que em linha reta deveria ter aproximadamente 2 km, foi estendido para uns 10 pelo nosso movimento em zigue-zague, sem falar nas vezes que eu batia o meu remo no da Lili. Pelo menos fizemos um bom exercício para o braço e aos poucos conseguimos melhorar nosso rendimento e chegar até a prainha do rio Caraíva.

9 comentários:

  1. Q delícia de viagem!!
    Na volta acho q vcs precisam fazer uma sessão pra mostrar todas as fotos, pq essas tão deixando c gostinho de quero mais...
    bjos.

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  2. Meu, as fotos são demais!!!! Parabéns mesmo!!!! Vou visitar diversas vezes!!! Já está no meu "favoritos"hehheh

    Qdo der, visitem o nosso: http://flog.clickgratis.com.br/tripnordeste

    Lili, lembra dos 3 paulistas no barzinho do chorindo e depois na praia logo no encontro do rio com o mar!?!?! Sou um deles ... ahuahauhuahuhauahuah ...

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  3. Ei Ricky, brincadeira esse blog!!! Em meio a planilhas do Excel, apresentações no ppt, mil e-mail abertos e meu same gritando isso aqui é o paraísooooooo!!!! Vou fugir sempre para me refugiar nessas imagens maravilhosas e embolar de rir com os causos de vocês!!! Tô doida para estar aqui quando vocês chegarem e participar um pouquinho dessa viagem arretada!
    Bjo grande para vc e sua irmã!
    ps. Engraçado que lembrei de vocês hj em um flashback saudoso daquele dia no Sky!

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  4. Oi Ricky e Lili,

    Adorei o blog de voces, que viagem maravilhosa!!!
    Vou continuar acompanhando as noticias...coloquem mais fotos!!!
    Beijos e Aproveitem muito!!!

    Ka
    (Karina Bernardes)

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  5. Ricky,

    Apenas 01 pergunta.

    Defina "mulher exótica", por favor!!!

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  6. Ricky,

    As fotos estão iradas ... ta voltando a velha fase hein ...

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  7. E aí Lili e Ricky,
    Maravilha esse blog. Muito legal encontrar com vocês em Caraíva.
    Grande abraço
    Puca

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